O movimento de mercadorias na Via Navegável do Douro atingiu 52 mil toneladas no ano passado, divulgou a APDL.

Na comparação com 2016, verificou-se um crescimento de 66%, acrescentou a autoridade portuária.

O tráfego de mercadorias continuou praticamente restringido às exportações de granito  da região, carregado em navios fluvio-marítimos nos portos de Várzea do Douro e Sardoura e destinado aos mercados do Norte da Europa, sobretudo Holanda, Alemanha e Suécia.

Recorde nos passageiros

Se o tráfego de mercadorias no Douro navegável permanece residual, o movimento de passageiros não pára de crescer e atingiu no ano passado um novo recorde, com 1,2 milhões de turistas.

A realidade superou as expectativas da APDL (que projectava um milhão de passageiros) e o ano terminou com um crescimento homólogo de 35%. Desde 2015, quando a gestão da Via Navegável do Douro passou do IMT para a APDL, o crescimento acumulado é de 78% ou 561 mil turistas, sublinha a administração.

Os números respeitam à actividade das 149 embarcações, de 61 operadores, que navegam no Douro, desde as que operam exclusivamente junto às zonas históricas do Porto e V.N. Gaia até aos barcos-hotel que fazem todo o percurso do rio.

À espera da UE

A Via Navegável do Douro integra a Rede Transeuropeia de Transportes.

A APDL tem em curso o projecto Douro Inland Waterway 2020, orçado em 76,3 milhões de euros, para melhorar as condições de navegabilidade no rio, com a realização de dragagens, a modernização das eclusas e a melhoria dos sistemas de sinalização e comunicações, entre outros.

As duas primeiras fases, com menor investimento, foram apoiadas pelo CEF. A terceira, a mais cara, 58 milhões de euros, ainda não obteve o financiamento de Bruxelas. E sem isso…

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