A DP World apresentou uma proposta para comprar 49% do Fesco Transport Group, avança o jornal russo “Vesti Finance”.

A confirmar-se (ainda não há declarações oficiais), esta é mais uma tentativa de casamento da DP World com a companhia de Vladivostok. A Fesco é uma das maiores companhias privadas de transporte e logística da Rússia, com activos em portos, ferrovias e uma frota considerável composta por oito navios polivalentes, 13 porta-contentores e um OSV (navio de fornecimento de petróleo).

O gigante dos transportes do Dubai tem procurado assegurar uma participação na Fesco ao longo dos últimos anos. Em Janeiro de 2016, a DP World formou a DP World Russia, uma joint-venture com o Russian Direct Investment Fund para analisar investimentos no sector russo dos transportes. Em Maio de 2017, foi noticiado que o Summa Group, holding do bilionário russo Ziyavudin Magomedov, estaria a negociar a venda à DP World de uma quota minoritária na Fesco, num acordo que o governo russo vetou na altura, alegando que não queria vender uma participação num porto a uma companhia estrangeira.

Em 2018, Magomedov, o principal accionista da Fesco com uma participação de 32%, foi preso por acusações de corrupção, que continua a negar.

Companhia em grande diversificação

Desde que, em 2017, começou a negociar com a Fesco, a DP World diversificou em grande escala as suas raízes no porto de Jebel Ali, comprando a companhia de transporte marítimo de contentores Unifeeder e a gigante do OSV Topaz entre uma série de investimentos fora do negócio dos terminais para alargar a presença em toda a cadeia de abastecimento global. Na semana passada, a DP World anunciou o investimento no operador de terminais suíço Swissterminal.

“Quando a DP World anunciou a aquisição da Unifeeder, parecia um caso de diversificação aleatória. Mais algumas aquisições ao longo do caminho e a estratégia mais ampla está agora à vista de todos. Agora temos um operador logístico da cadeia de abastecimento, não portuário, que detém activos estratégicos que abrangem operações desde a Ásia à Europa ao longo do elo norte, que vai do porto de Vladivostok aos portos secos da Swissterminal e aos portos do Atlântico, convenientemente servidos pela Unifeeder e P&O Ferries”, comentou, citado pelo “Splash”, o especialista Kris Kosmala.

 

 

 

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