Com perto de 400 companhias de navegação activas no mercado mundial, há ainda uma grande concorrência e potencial para mais fusões e aquisições, estima a Drewry.

A consultora contabilizou 379 operadores diferentes. Desses, 31 têm menos de 0,1% de quota de mercado. “Há claramente muito potencial para mais M&A, mas, na realidade, as principais companhias provavelmente não estarão interessadas no ‘peixe miúdo’”, indicam desde a Drewry.

Os analistas concluíram, na sua análise, que, mesmo após a conclusão das M&A, a indústria permaneceria “competitiva” ou “moderadamente concentrada” na maioria das rotas cobertas.

Duas das rotas cobertas, a Europa-Costa Leste da América do Sul e a Europa-Sul da Ásia, encaixam, segundo a mesma fonte, na descrição “altamente concentrada”, mas estando bastante próxima de 2 500 pontos no índice Herfindahl-Hirschman (HHI), estão na extremidade inferior da definição.

Três rotas, as duas Ásia-Europa e a Ásia-Costa Leste da América do Sul, passaram de “competitivas” para “moderadamente concentradas”, onde provavelmente permanecerão sem consolidação adicional.

As rotas trans-Pacífico, transatlânticas e da Ásia para Oriente Médio e Sul de África da são ainda “competitivas” na escala HHI. A chegada da SM Line ao Ásia-Costa Leste da América do Norte verá o número HHI correspondente baixar no próximo ano.

“O sector está a ir na direcção de um cenário pelo qual um pequeno punhado de operadoras dominantes determina a tendência, mas, por enquanto, ainda existe uma concorrência saudável na maioria das rotas. Os carregadores precisarão de estar atentos às negociações que afectam as suas principais rotas”, concluiu a Drewry.

 

 

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