A Drewry admite que poderá haver uma “nova era dourada para a rentabilidade das companhias de transporte de contentores”. Habitualmente conservadora nas previsões, a consultora justifica o optimismo com o cenário de fusões e aquisições e o abrandamento da encomenda de novos navios.

Navio contentores

“Pode parece contra-senso ter uma previsão mais optimista tão cedo, após a ruptura de um dos operadores mais importante do sector, a Hanjin Shipping, e de um terceiro trimestre [de 2016] em que os resultados financeiros do sector foram pintados a vermelho, tendo levado a uma perda operacional conjunta de mais de mil milhões de dólares”, admite a Drewry na sua nota.

A consultora destaca, porém, que a “intensidade da consolidação” leva a crer que se aproximam melhores dias e “potenciais muito bons tempos quando a actual carteira de encomendas estiver entregue”.

Os especialistas da Drewry salientam estar, ainda assim, cautelosos, dado que as companhias de transporte marítimo “têm uma queda para a auto-sabotagem que no passado encurtou crescimentos e prolongou retrocessos”. A consultora teme ainda que, após o processo de consolidação em curso, surja nova concorrência “vinda do nada”.

As companhias que ficarem com activos da extinta Hanjin Shipping ou aquelas detidas por estados são alguns desses potenciais novos concorrentes. A Drewry salienta o exemplo que a Islamic Republic of Iran Shipping Lines (IRISL) encomendou há pouco tempo quatro navios de 14 500 TEU, naquele que foi o primeiro passo para se tornar num operador global do transporte marítimo de contentores.

 

 

 

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