A redução da velocidade comercial dos navios poderá trazer ganhos marginais nos consumos e custos, mas importa fazer uma avaliação aprofundada das consequências, avisa a Drewry.

A consultora concorda, assim, com a Maersk, que manifestou reservas em relação à imposição de limites de velocidade dos navios para diminuir as emissões poluentes. Essa possibilidade está por estes dias (até sexta-feira) a ser discutida, em Londres, na reunião do Comité para a Protecção do Meio Marinho (MEPC 74) da IMO.

Recorde-se que mais de uma centena de armadores, muitos dos quais gregos, enviaram uma carta aberta aos Estados-membros da IMO na qual apoiam publicamente os limites obrigatórios de velocidade para o transporte marítimo para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE).

A missiva não especifica quais devem ser as velocidades médias, mas como o slow steaming é usado há muito no sector, a Drewry defende ser questionável o quão mais lenta pode ser a circulação dos navios porta-contentores.

Com base na pesquisa preliminar da consultora, os benefícios, tanto em termos de custo de combustível como de consumo, da redução da velocidade comercial e alinhamento de mais navios podem ter efeitos boomerang, com o excesso de capacidade à cabeça.

Por outro lado, esse cenário permitiria, segundo a consultora, aos operadores “esconderem mais capacidade excedentária, o que teoricamente aumentaria as receitas de utilização e preços médios dos fretes mesmo quando novos navios de grandes dimensões fossem lançados à água”.

Para os carregadores, a perspectiva de serviços mais lentos e preços de fretes potencialmente mais altos não é, claro, um cenário atractivo, embora muitos também estejam sob pressão de seus próprios clientes para apoiar uma agenda mais verde.

 

 

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