Dentro de cinco anos, a Cosco-China Shipping será o maior operador mundial de terminais de contentores, prevê a Drewry.

DP World - Jebel Ali

 

Os operadores de terminais de contentores vão desviar o foco de novos projectos para fusões e aquisições ao longo dos próximos cinco anos, antecipa a Drewry no seu “Global Container Terminal Operators Annual Review and Forecast 2016”. O documento justifica a mudança pelo abrandamento do aumento da procura, pelas maiores alianças mundiais e pelo crescimento da dimensão dos navios.

A consultora indica que os mercados bolsistas continuam a olhar a indústria dos terminais de contentores nos portos como muito lucrativa, mas que a vêem como um sector de valor e não de crescimento. A Drewry prevê que a movimentação de contentores nos portos, a nível global, cresça menos de 3% até 2020, “estrangulada” pelo abrandamento das exportações chinesas.

“É visível que os operadores globais e internacionais de terminais estão a rever as estratégias, refreando os projectos de raiz e mostrando interesse em fusões e aquisições. Uma resposta natural para a dimensão crescente das alianças é os operadores consolidarem a propriedade dos terminais”, afirma, citado pela assessoria de imprensa, o analista sénior da Drewry para portos e terminais, Neil Davidson.

O cenário de fusões e aquisições entre os operadores portuários de contentores vai alterar o ranking, medido em capacidade. O destaque pela positiva vai para a Cosco-China Shipping, que passa de quarto e oitavo operadores, enquanto separados, para primeiro depois da fusão. Em sentido contrário, a Hutschison Port Holding cairá de primeiro para quarto posto. Os demais operadores manterão as posições respectivas. Assim:

1.º (4.º e 8.º) Cosco-China Shipping ;  2.º (2.º) APM Terminal (inclui TCB); 3.º (3.º) PSA Internacional; 4.º (1.º) Hutchison Port Holding; 5.º (5.º) DP World; 6.º (6.º) Terminal Investment Ltd.; 7.º (9.º) CMA CGM (inclui APL).

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