O reequilíbrio entre a oferta e a procura no transporte marítimo de contentores passa pelo abate de mais navios, maiores e mais recentes, avisa a Drewry.

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Tendo em conta que a procura deverá crescer 3% nos próximos três anos, e que, entretanto, serão adicionados 3,2 milhões de TEU à frota, a Drewry estima que terá de ser abatido um milhão de TEU por ano para se caminhar no sentido do equilíbrio entre  a oferta e a procura. Os armadores terão, por isso, defende a consultora, de enviar navios cada vez maiores e mais jovens para desmantelamento.

A consultora salienta que a opção pelo desmantelamento é a “menos má”.

Este ano, até 7 de Novembro, foi vendido para desmantelamento um número recorde de porta-contentores: 151. A idade média dos navios é de 19 anos, abaixo dos 23 anos dos últimos anos.

Em termos de dimensão média, os 3 500 TEU de 2016 comparam com os 2 000 TEU de exercícios anteriores. A Drewry explica que esse crescimento tem como factor principal a expansão do Canal do Panamá e o consequente excedente de navios panamax (4 500 TEU).

O envio de navios para abate está a ajudar ao equilíbrio entre a oferta e a procura, segundo a Drewry. Os dados da consultora revelam que, entre novas entregas e desmantelamentos, a frota mundial de porta-contentores deverá crescer 1,8% em 2016, uma subida superior ao incremento de 1,3% previsto para a procura. Ainda assim, o cenário em 2015 foi pior, dado que a procura teve uma subida semelhante, mas a frota cresceu 8,4%.

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