Os carregadores não devem temer as alianças no transporte marítimo de contentores. Pelo contrário, elas são vantajosas, sustenta a Drewry.

Drewry sustenta que as alianças de operadores podem ser benéficas

Numa altura em que os carregadores, e não só,  têm vindo a público manifestar receios pelos riscos de posição dominante das alianças de operadoras, a consultora indica no seu mais recente relatório que a coordenação operacional entre as companhias de transporte de contentores ajudou à concorrência durante um período de concentração do mercado.

No seu relatório semanal “Alianças de contentores debaixo de fogo com o ‘block exemption’ em revisão na Europa”, a Drewry sublinha que “a cooperação é abundante” no sector.

A consultora observa que, actualmente, há poucos serviços de contentores operados por apenas uma companhia nas principais rotas, com o padrão a serem os contratos de partilha de navios (VSA) e o fretamento de slots.

A Drewry defende que os VSA são estruturas cooperativas puramente operacionais que promovem a eficiência e a redução de custos e não abrangem taxas ou outras questões comerciais.

A consultora considera, além disso, que os VSA oferecem às companhias uma maneira de aumentar a variedade de portos cobertos através da troca de espaço entre operadores.

“Isso tem o efeito de expandir o leque de opções competitivas abertas aos carregadores de e para portos específicos”, acrescenta a Drewry. “Simplificando, os VSA minimizam os custos operacionais e maximizam o número de entidades concorrentes de mercado, oferecendo uma solução win-win para transportadores e carregadores”, indica o relatório da consultora.

 

 

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