A falta de capacidade no transporte marítimo de contentores à saída da Europa pode durar meses, prevê a Drewry. A consultora avisa, por isso, para a subida dos preços médios dos fretes e indica que o realinhamento das alianças piorou o cenário.

Contentores

Na sua análise, a Drewry indica que os exportadores europeus têm “lutado pelo espaço” para enviarem as suas mercadorias para a Ásia, com alguns “a esperarem até oito semanas para carregar”. A consultora acrescenta que, quando acabam por conseguir carregar os contentores de exportação, são obrigados a pagar “consideravelmente mais do que o preço de frete habitual”.

A Drewry observa que as tarifas spot do Oeste-Leste são “quase tão altas quanto as do Leste-Oeste, um mercado de muito maiores volumes”, e que o World Container Index (WCI) na semana passada viu um novo salto de 10,5% nas tarifas spot entre Roterdão e Xangai, para 1 676 dólares (1583 euros) por FEU.

A falta de capacidade à saída da Europa ficou a dever-se, pelo menos em parte, ao aumento anormal de compras da Ásia no Velho Continente. Mas fala-se também numa acção concertada das companhias para forçarem o aumento dos fretes.

A Drewry fala, além do mais, no “que agora parece ser uma integração mal gerida das novas alianças”. E adverte para os danos que isso implica nas relações com os clientes.

 

 

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