Uma guerra comercial entre os EUA e a China poderá fazer perder até 1,8 milhões de TEU, ou quase 1% do tráfego marítimo de contentores, prevê a Drewry.

Já a partir de amanhã, as alfândegas norte-americanas devem começar a aplicar tarifas adicionais de 25% sobre as importações de vários produtos chineses. Uma primeira lista incluía 818 artigos, no valor de cerca de 34 mil milhões de dólares, mas uma segunda lista integra 284 produtos adicionais, no montante de cerca de 16 mil milhões.

Há, além disso, ameaças de novas taxas sobre até 400 mil milhões de dólares em mercadorias, em resposta à retaliação chinesa. A esperança dos operadores é que não se chegue a esse ponto.

No actual cenário, o impacto das duas primeiras listas de produtos chineses a “barrar” pelos EUA seria relativamente baixo, de 200 mil TEU, antecipa a Drewry. Isto porque, sustenta, as listas revistas anunciadas a 15 de Junho incluem sobretudo bens industriais que também estão disponíveis em outros parceiros comerciais. A China exportou apenas cerca de 13% da primeira lista de produtos para os EUA no ano passado e cerca de 8% dos produtos da segunda lista.

“Com outras opções de fornecimento disponíveis, o aumento de tarifas sobre produtos chineses nessas listas iniciais de produtos provavelmente criará uma pequena quantidade de desvios de comércio e aumentará as perspectivas de outros parceiros exportadores dos EUA”, indica, em comunicado, Simon Heaney, gerente sénior de pesquisa de contentores da Drewry.

 

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