O transporte marítimo de contentores entre a Ásia e o Mediterrâneo continua a sofrer com o excesso de oferta de capacidade e as novas alianças, com arranque agendado para Abril de 2017, não serão suficientes para resolver o problema, de acordo com a Drewry.

Maersk-Mckinney-Algeciras

Os dados da Drewry Maritime Research indicam que a oferta de capacidade no Ásia-Mediterrâneo cresceu 12% em Agosto face ao mesmo mês de 2015, ao passo que o tráfego aumentou apenas 3% no mesmo período.

O colapso da Hanjin Shipping, no fim de Agosto, não será, de acordo com a consultora, suficiente para fazer os níveis de utilização ficarem acima de 80% no terceiro trimestre, mantendo, assim, a pressão sobre as tarifas spot na rota. Por exemplo, a oferta no sentido Oeste em Setembro era de 515 000 TEU de capacidade, contra uma procura de 405 000 TEU, resultando numa taxa de ocupação por navio de 79%.

O componente Ásia-Mediterrâneo do Shanghai Containerised Freight Index (SCFI) subiu 2,1% na última sexta-feira, para 725 dólares (682,9 euros) por TEU, enquanto para o Norte da Europa registou uma ligeira descida, ficando em 775 dólares (729,8 euros) por TEU.

 

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