Os lucros dos operadores de transporte marítimo de contentores deverão retroceder este ano para a casa dos 8 mil milhões dólares, prevê a Drewry Shipping Consutants.

No ano passado as companhias de navegação terão obtido lucros recorde de 13 mil milhões de dólares. Mas em 2011 poderão ficar-se pelos oito mil milhões, ou mesmo “substancialmente” menos se forem ainda mais indisciplinadas na fixação dos preços e na oferta de capacidade, alerta a casa inglesa no seu mais recente Container Forecaster.

O problema, diz a Drewry, é que os operadores dão mostras de não terem aprendido a lição dos tempos difíceis recentes.

Em 2010, as companhias conseguiram o turnaround dos resultados em boa parte devido à gestão cautelosa da oferta de capacidade. “Infelizmente – escreve a Drewry – o desejo de manter a quota de mercado parece ser o primeiro “driver” nas linhas East-West actualmente, uma vez que os transportadores se recusam terminantemente a retirar capacidade do mercado”, mesmo se as taxas de utilização caíram em meados de Dezembro para os mínimos dos anos 80.

A Drewry prevê que este ano a frota mundial de porta-contentores crescerá 8,5%, essencialmente por causa da entrada em serviço de navios de mais de 8 000 TEU. Os transportadores terão de ser “extremamente cuidadosos nas suas estratégias de colocação dos navios se não quiserem inverter a relação ofertsa/procura”, acrescenta.

O facto de alguns grandes operadores estarem a colocar novas encomendas de navios, tão pouco tempo depois da crise, é mais um factor de risco, avisa.

Na actual conjuntura de mercado, e face aos desenvolvimento previsíveis, a expectativa dos analistas britânicos é que o nível médio dos fretes nas principais relações East-West caia este ano cerca de 7%.

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