A maioria dos projectos portuários da África Ocidental está em águas incertas, avisa a Drewry. A consultora sustenta que está em curso um processo de mudança na localização e natureza dos centros de transhipment que servem o mercado portuário da região.

Porto de Badagri - Nigéria

A Drewry salienta que, no longo prazo, grandes novos portos “farão sentido, embora seja improvável que todos os projectos propostos possam ser bem-sucedidos”. A consultora avisa que o sucesso dependerá do suporte das companhias de transporte marítimo.

A actividade portuária da África Ocidental caiu quase 13% desde 2014 com quedas mais marcantes em alguns países, em particular os que têm economias baseadas no petróleo, como Angola (-50%) e Nigéria (-30%).

Sem surpresa, os dois grandes projectos de raiz na Nigéria, Lekki e Badagry, foram atingidos pelo forte declínio no tráfego de contentores no país, o maior mercado portuário da região, nos últimos dois anos.

Originalmente programado para estar operacional em 2016, a Lekki foi apoiado pela ICTSI e pela CMA CGM, mas a ICTSI anunciou sua saída do projecto, citando “atrasos na execução”. A CMA CGM deverá manter-se, segundo a Drewry.

Já o projecto Badagry é apoiado pela APM Terminals e pela TIL (MSC), mas tem registado poucos progressos. A APMT tem, indica a consultora, uma estratégia empresarial completamente revista focada na optimização de activos existentes ao invés de desenvolver projectos de raiz.

 

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