A Drewry avisa para a necessidade de enviar navios mais recentes para abate para se manter o equilíbrio entre oferta e procura no transporte de contentores.

2018 representou um mínimo de oito anos em termos de desmantelamentos de navios, mas 85% da frota actual tem menos de 15 anos e só 5% tem mais de 20. “Os porta-contentores normalmente depreciam ao longo de 25 anos”, lembra a Drewry.

De acordo com o último relatório da correctora Braemar ACM, de Londres, 48 navios foram já reciclados em 2019, o mesmo número de todo o ano passado.

A questão é que a frota de embarcações inactivas caiu para menos de 100 navios, em resposta à forte procura das companhias para o lançamento de novos serviços e para substituir navios que foram para estaleiro para a instalação de scrubbers, o que faz com que haja poucos “candidatos” a desmantelamento.

Além disso, o aumento nas taxas médias diárias de fretes na maioria dos segmentos dos porta-contentores nos últimos meses poderá levar ao aumento do valor daqueles activos, desincentivando também assim o seu envio para a sucata.

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