A segunda onda de realocações de navios porta-contentores, do Ásia-Europa para outras rotas, pelo chamado “efeito cascata”, será “potencialmente mais destrutiva” do que a primeira, avisa a Drewry Maritime Research.
UASC -Barzan

Uma década depois do lançamento dos navios da Classe E da Maersk Line (com 14 600 TEU de capacidade), que representou um salto na dimensão dos porta-contentores, a corrida aos novos ULCV está a “atirar” a fasquia para os 20 000 TEU.

Ora, sempre que entram em cena navios de maiores dimensões, e isso acontece sempre nos tráfegos Ásia-Europa, as unidades de menor capacidade tornam-se desnecessárias ali e são transferidas para outros tráfegos, onde a situação se repete. É o chamado “efeito cascata”.

“A segunda fase das realocações pode ser ainda mais difícil de gerir para as companhias de transporte. Os navios maiores que terão de ser deslocados representarão um desafio aos portos para os operarem”, refere a nota da Drewry.

Com os ULCV a serem alinhados nos portos do Ásia-Europa (por serem os únicos com capacidade para receberem aqueles mega-navios), os portos das restantes rotas terão de começar a movimentar navios também eles de maiores dimensões. A pressão irá manter-se, indica a consultora, com vários navios de 18 000 TEU de capacidade previstos para entrega até 2020.

 

 

 

 

 

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