A proposta da consultora visa combater a “praga” do excesso de oferta de capacidade no transporte marítimo de contentores que está a minar os fretes e os resultados das companhias de navegação.

UASC - Barzan

A Drewry indica que este ano foram desmantelados 47 navios, com uma capacidade combinada de 87 500 TEU. Um volume que corresponde apenas a 10% da capacidade agregada dos novos navios que entraram na frota mundial, e que é menos de metade do registado no ano passado. Trata-se mesmo do valor mais baixo desde  2011, salienta.

A consultora prevê que o número de navios desmantelados volte a crescer em 2016, mas antecipa que, caso não sejam desactivados navios maiores e mais novos, a sobrecapacidade de oferta continuará a baixar os preços médios dos fretes e, assim, a rentabilidade das companhias continuará a ser ameaçada.

A Drewry salienta que o abate de navios de até 6 000 TEU tem pouco efeito nesse sentido.

A consultora sublinha que a frota mundial de navios porta-contentores está já na casa dos 20 milhões de TEU, o que significa que mesmo que todos navios com mais de 20 anos fossem abatidos, a redução da oferta global seria de apenas 750 000 TEU.

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