A regionalização da economia global poderá tornar os novos mega-porta-contentores obsoletos antes do fim do seu ciclo de vida activo, alerta a Danish Ship Finance (DSF).

Os especialistas da consultora sustentam que os consumidores das principais economias, como a Europa, os Estados Unidos, o Japão e a China, que estão a atingir a idade da reforma, têm maior probabilidade de gastar mais em serviços que não exigem transporte.

A DSF recorda, além disso, que a introdução de novas tecnologias significará que as fábricas poderão operar a partir de centros regionais a um custo muito baixo, o que exigirá navios menores de 10 000 TEU.

“A economia mundial não está prestes a retornar a padrões de crescimento familiares; está antes a fazer a transição para um futuro digital em que tecnologias como inteligência artificial, robótica, impressoras 3D e energia renovável mudarão gradualmente a paisagem da procura da indústria do transporte marítimo”, refere o relatório da DSF.

A consultora destaca a proliferação de fábricas sem trabalhadores em múltiplos sectores, fábricas essas que poderão substituir com vantagens as actualmente localizadas na Índia ou na China, tornando possível relocalizar a produção mais junto dos consumidores.

E se isso acontecer, reforça, as necessidades de transporte marítimo das mercadorias poderão ser supridas com navios mais pequenos, a operarem em portos regionais.

Todavia, do lado das companhias de transporte marítimo continua a pensar-se segundo a lógica de uma produção centralizada à escala global a abastecer as economias mais maduras da Europa, EUA e Japão.

A procura do transporte marítimo de contentores está a evoluir para uma matriz de networks mais regionalizados, enquanto do lado da oferta continua a apostar-se em navios gigantes, com custos marginais reduzidos. “Este pode ser um cocktail tóxico”, alerta a DSF.

De acordo com as últimas estatísticas, o número de navios de +18 000 TEU deverá duplicar até 2021.

 

 

 

 

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