A DSV melhorou a oferta de compra da Panalpina, que entretanto confirmou negociações com a Agility para uma possível fusão.

Praticamente um mês sobre o anúncio da oferta de compra da Panalpina, a DSV subiu a parada. Oferece agora 180 francos suíços por acção, pagos em dinheiro. A proposta inicial era de 170 francos suíços por acção, pagos em dinheiro e em acções.

Se a primeira oferta avaliava a Panalpina em quatro mil milhões de francos suíços (cerca de 3,5 mil milhões de euros), os novos termos sobem o valor em cerca de 200 milhões de francos suíços, ou 175 milhões de euros. Mas a principal diferença é mesmo o facto de o pagamento ser feito em cash.

A nova proposta, que equivale a 28 vezes o EBITDA previsto da Panalpina em 2018, representa um prémio de 25% sobre a última cotação da Panalpina antes do anúncio da oferta. Recorde-se que a DSV chegou a oferecer um prémio de 50% na tentativa, frustrada, de adquirir a CEVA.

Panalpina e Agility à conversa

Entretanto,a Panalpina confirmou hoje estar em conversações com a Agility sobre uma possível combinação de negócios.

A aproximação será do agrado da Fundação Ernst Goehner, o maior accionista da companhia, com uma posição de 46%, que já rejeitou a oferta da DSV.

Segundo fontes conhecedoras das conversas, citadas pela “Bloomberg”, em caso de sucesso a Fundação ficaria com uma posição accionista na nova entidade resultante da fusão.

A Panalpina não tem histórico de grandes aquisições, pelo que alguns analistas antecipam dificuldades para levar avante uma operação desta envergadura, e outros alvitram mesmo que poderá ser a Agility a controlar o processo.

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