Os transitários esperam para ver vantagens significativas do e-commerce antes de aderirem e investirem em projectos como o e-freight.

A conclusão é de um estudo promovido pela FIATA e pela TIACA junto de 450 agentes transitários de 84 países. Entre os países mais representados nos inquéritos respondidos contam-se Espanha, Reino Unido, EUA, Holanda, Canadá, Singapura e Emiratos Árabes Unidos.

De acordo com os resultados do inquérito, já se nota alguma predisposição dos agentes transitários em investirem soluções e comércio electrónico, mas na condição de que as companhias aéreas façam o mesmo.

A FIATA aposta agora numa parceria com a IATA para criar novos processos de tramitação da documentação das cargas, assente nas tecnologias de informação, com a qual se espera melhorar também as relações entre as companhias e os agentes de carga aérea.

“A carga aérea continua muito atrás dos outros modos de transporte no comércio electrónico. Mas de momento as mais-valias ainda não são percebidas a ponto de motivarem as companhias aéreas e a generalidade dos transitários a juntarem-se ao projecto”, comentou a propósito Bill Gottlieb, que dirigiu o estudo em nome da FIATA.

O volume de “papelada” que acompanha os envios de carga aérea atinge actualmente as 7 800 toneladas anuais.

Portugal deverá aderir este ano ao e-freight, falhado que foi o prazo inicial, que apontava para o ano passado.

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