Sucedem-se os avisos à navegação sobre a necessidade de reduzir a capacidade da frota mundial de porta-contentores. Agora foi a vez da Alphaliner.

A capacidade da frota mundial de porta-contentores está a crescer mais que a procura, o que está a afectar já a taxa de ocupação dos navios. Os armadores deveriam retirar navios dos serviços, para manter a rendibilidade das operações mas não estão a fazê-lo para não perderem quota de mercado.

Actualmente a frota de porta-contentores imobilizada totaliza 326 mil TEU. Mas deveria ser de 700 mil TEU, para manter o equilíbrio entre a oferta e a procura, avisa a Alphaliner.

Ao longo de 2010 a frota em operação cresceu 21%, tendo passado de 11,55 milhões de TEU para 13,94 milhões de TEU. Fruto da entrega de navios novos (1,39 milhões de TEU) e da reactivação de navios parados (1,18 milhões de TEU), contabiliza a casa francesa.

Porém, se nos três primeiros trimestres do ano passado a subida da procura absorveu o aumento da oferta, tal deixou de verificar-se no último quarto do ano. As taxas de ocupação nas principais linhas caíram de máximos de 95%-100% (entre Maio e Agosto) para 80%-85% em Dezembro. E com isso a subida dos fretes abrandou para 3,2% e 3,8%, de acordo com os últimos índices de Xangai e Singapura.

As contas são da Alphaliner que avisa para os riscos que poderão advir da “teimosia” dos operadores em manterem a oferta, para não perderem quota de mercado. À custa das margens.

Também a Drewry Shipping Consultants avisou para o mesmo perigo, lembrando que a frota mundial de porta-contentores continuará a crescer este ano, com a introdução de mais e cada vez maiores navios. Na sua análise, a consultora britânica disse que os operadores parecem ter esquecido as lições do passado recente.

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