1 de Julho de 2014 é a nova data de que se fala para o início da cobrança das ecotaxas rodoviárias em França, de acordo com o “Le Monde”. Apesar dos protestos, o governo de Paris não terá muito por onde recuar, depois do consórcio privado concessionário do sistema de portagens ter investido mais de 600 milhões de euros.

Tendo adiado sem data o início da cobrança das ecotaxas rodoviárias, previsto para o próximo 1 de Janeiro, o governo de François Hollande estará essencialmente apostado em ganhar tempo para negociar com os contestatários e acalmar os ânimos para o próximo eleitoral.

O maior foco de contestação às ecotaxas rodoviárias mantém-se na Bretanha, continuando a ocorrer aí manifestações dos denominados “boinas vermelhas”.

Apesar do adiamento, ou por causa dele, o governo francês está numa posição fragilizada. Até porque caso desista, em definitivo, de cobrar as ecotaxas, não só perderá a receita esperada (cerca de 1,15 mil milhões de euros/ano) como terá ainda de indemnizar o consórcio Ecoumov em cerca de 800 milhões de euros.

O consórcio, liderado pela italiana Autostrade e integrado também pelas francesas Thales, SNCF, SFR e Steria, terá investido cerca de 610 milhões de euros nos 163 pórticos de cobrança electrónica e numa rede de 200 terminais de controlo.

O próprio contrato de concessão celebrado pelas autoridades de Paris com o Ecoumov tem estado debaixo de fogo nas últimas semanas por causa da remuneração garantida aos privados, com os críticos a sustentarem que deveria ser o Estado a cobrar as ecotaxas.

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