A partir de 1 de Janeiro, a França cobrará uma “portagem de passagem” aos pesados de mercadorias que circulem nos eixos viários mais saturados, numa extensão de 4 000 quilómetros. A novidade não agrada aos transportadores.

O sistema alternativo à ecotaxa aplicar-se-á, assim, aos eixos rodoviários que cruzam o país e àqueloutros que correm paralelamente a auto-estradas portajadas, vias que registem um tráfego médio diário de mais de 2 500 camiões.

O âmbito geográfico de aplicação da nova taxa é substancialmente reduzido, dos 15 mil quilómetros inicialmente previstos para os 4 000 km agora propostos, deixando de fora a Bretanha (que forçou o abandono da ecotaxa) e a região oeste de Rennes.

Estarão sujeitos ao pagamento os veículos de mais de 3,5 toneladas. O custo médio será de 13 cêntimos/quilómetro, variando em função da quilometragem, das emissões poluentes e do número de eixos.

Os veículos abrangidos terão de instalar a bordo um dispositivo com GPS integrado.

A gestão do sistema continuará a ser da Ecoumov, o consórcio que ganhou o concurso para a montagem e exploração da rede de cobrança das portagens. O governo propõe-se renegociar o contrato e admite até entrar no capital da empresa.

A redução da rede de estradas portajadas implicará também a redução das receitas para os 500 milhões de euros, menos de metade do previsto no esquema inicial. E desconhece-se ainda qual será o destino dos muitos pórticos instalados em estradas que não serão, afinal, portajadas.

A cobrança das portagens só arrancará em Janeiro, mas antes o governo de Paris quer testar o sistema durante três meses, sem custos para os utilizadores, o que aponta para o início de Outubro.

Os transportadores gauleses já se manifestaram contra a intenção de ressuscitar a ecotaxa rodoviária, ainda que sob roupagens diferentes, e já surgiram os primeiros apelos ao boicote ao registo dos veículos na base de dados da Ecoumov.

Comments are closed.