A Comissão Europeia deverá impor a venda de operações da UPS e TNT Express nos países do Sul da Europa, para validar a fusão das duas companhias.

Bruxelas notificou as duas companhias das objecções que a anunciada operação levanta à autoridade europeia da Concorrência. Na mesma missiva deverão constar alguns dos remédios propostos/impostos para a aprovação do negócio.

O documento é confidencial, mas os rumores que circulam no mercado e nos media especializados apontam para que a Comissão Europeia esteja particularmente preocupada com os efeitos da fusão nos países periféricos, mormente nos do Sul da Europa.

A FedEx é apontada como a candidata natural à compra das operações que a UPS e a TNT Express sejam forçadas a vender. Mas é também possível que pequenas empresas locais vejam aí uma oportunidade de crescerem.

Em Portugal, UPS e TNT Airways detêm uma posição de relevo na carga aérea expresso. No aeroporto do Porto, por exemplo, são segunda e terceira no “top 5”, só superadas pela EAT/DHL. E juntas seriam líderes destacadas, com uma quota de mercado global de cerca de 37%.

No correio expresso, e segundo os últimos dados da Anacom, relativos ao segundo trimestre de 2012, a TNT Express detinha uma quota de mercado de 3,6%, enquanto a UPS se ficava pelos 3%. Juntas, as duas empresas saltam para o quarto lugar do ranking, mas a grande distância dos principais players – CTT Expresso, Chronopost e Grupo Rangel.

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