A contracção económica de Angola em 2019 será de apenas 3,3%, uma melhoria face à previsão de uma taxa de menos 3,6% anunciada pela Economist Intelligence Unit (EIU) em Outubro passado.

No relatório agora divulgado, a EIU mantém os anos de 2019 e 2020 como sendo de contracção económica em Angola, mas melhora igualmente a previsão para o próximo ano, com uma taxa de menos 1,3%, uma melhoria de 60 pontos base relativamente à anterior previsão.

A partir de 2021 e até 2024, último ano do período em análise, a economia de Angola voltará a taxas positivas, que serão de 2,3% em 2021, 3,2% em 2022, 3,5% em 2023 e 5,9% em 2024.

O documento menciona os esforços que estão a ser desenvolvidos pelo governo do Presidente João Lourenço no sentido de aumentar a receita fiscal e reduzir a despesa pública, através da introdução de impostos e da eliminação de alguns subsídios, ao abrigo do acordo assinado com o Fundo Monetário Internacional.

Os analistas da EIU antecipam que as reformas introduzidas no sector dos petróleos possam vir a atrair novos investimentos através da concessão de novas licenças de exploração, embora os resultados palpáveis levem anos a surgir, sendo esperado um pequeno aumento da produção em 2024.

A previsão da EIU para a inflação é que a mesma permaneça elevada, devendo aumentar para 22,4% em 2020 antes de iniciar um período de abrandamento em resultado da menor taxa de depreciação da moeda nacional, devendo o crescimento dos preços registar uma taxa média anual de 12,6% no período de 2021/2024.

O kwanza, de que são actualmente necessárias 516 unidades para adquirir um dólar, deverá manter o processo de depreciação ao longo do período em análise, se bem que a uma velocidade menor, devendo chegar a 2024 a valer 1/561 avos de um dólar.

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