A Embraer vai investir 93,5 milhões de euros nas suas duas unidades industriais em Évora. O investimento brasileiro receberá incentivos financeiros de 34,6 milhões de euros, no âmbito do programa Portugal 2020. Prevê-se a criação de cerca de 250 postos de trabalho.

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“Esta aprovação [dos incentivos financeiros] tem uma importância muito grande para nós, porque nos permite trabalhar no novo avião da Embraer, que é o projeto E2”, a nova geração de aviões E-Jets da empresa, acedendo “a novas tecnologias e inovações”, disse à “Lusa” o presidente da Embraer Portugal, Paulo Marchioto.

Segundo o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, a candidatura apresentada pela fábrica Embraer Portugal Estruturas em Compósitos envolve um investimento bruto elegível de 30 milhões de euros, ao qual cabe um incentivo de 11,1 milhões.

O projecto desta unidade especializada no fabrico de peças em materiais compósitos, que prevê criar mais 63 postos de trabalho, dos quais 10 qualificados, tem como objectivo a “capacitação tecnológica, tendo em vista a participação no desenvolvimento e produção em série da aeronave Embraer E175-E2”.

“Vamos fazer duas novas linhas de montagem” para “fabricar o ‘flap’ e o estabilizador horizontal do E175-E2”, revelou Paulo Marchioto. No caso do estabilizador horizontal, o presidente da Embraer Portugal realçou tratar-se da primeira peça do género “em compósitos feita pela empresa”.

“Estamos a adquirir novas máquinas, com tecnologias inovadoras e que nunca usámos antes. Isso abre-nos portas para entrar nos novos produtos” da empresa, com o fabrico de “peças que normalmente seriam compradas no mercado aeronáutico, a empresas externas à Embraer”, realçou.

Quanto à fábrica Embraer Portugal Estruturas Metálicas, o contrato envolve um investimento bruto elegível de 63,5 milhões de euros, ao qual foi atribuído um incentivo de 23,5 milhões.

O investimento, que prevê criar 199 postos de trabalho, dos quais 21 qualificados, visa a “inovação produtiva para capacitar a empresa com tecnologia na sua área de excelência, que permita participar na fabricação” dos E2.

“Este projecto permitirá à empresa angariar futuros projectos da casa-mãe e participar noutros projectos” a cargo de outras construtoras aeronáuticas, “como a Boeing e Airbus”, pode ler-se na informação do Governo.

Segundo Paulo Marchioto, a fábrica de estruturas metálicas “já está a ser aumentada, em oito mil metros quadrados”, para permitir “a produção em série de peças de partes da asa” do E175-E2″. “São peças grandes e complexas, de cadência alta. Já estávamos a trabalhar no protótipo da asa, mas, agora, esta aprovação permite-nos avançar para a produção em série, em Évora”, disse.

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