A parceria entre a EMEF e a Medway para a manutenção do material circulante da operadora ferroviária de transporte de mercadorias já não vai para a frente, apurou o TRANSPORTES & NEGÓCIOS.

“O ACE [Agrupamento Complementar de Empresas] não irá adiante, por razões que nos escapam”, avançou Carlos Vasconcelos, presidente da Medway, sem detalhar.

Em Agosto do ano passado, o presidente da CP anunciou que a EMEF iria criar unidades autónomas, sob a forma de ACE, com clientes como a Medway e a Metro do Porto.

Na altura, Carlos Nogueira justificou a opção com a intenção de “salvaguardar os clientes [da EMEF], manter postos de trabalho e manter a sustentabilidade da EMEF”, disse, afastando a ideia do desmantelamento da empresa.

“Não se vai partir coisa nenhuma, não há postos de trabalho ameaçados. Há uma atitude responsável, assente num racional de gestão bem pensado, bem reflectido e que terá efeitos muito positivos a todos os níveis”, reforçou então.

Agora sem a EMEF, a Medway mantém o projecto de concentrar nas instalações da MSC Entroncamento (que está de mudanças) as actividades de manutenção e reparação do seu material circulante. Resta saber se avançará sozinha ou com outro parceiro.

Certo é que a EMEF arrisca perder, assim, um dos seus principais clientes.

 

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  1. luís pereira

    São péssimas notícias para EMEF o que não admira na gestão da Geringonça, com 2 ministros como o Pedro Marques e Ana Paula Vitorino nada funciona e se faz !!