Bruxelas ainda não disse a última palavra mas a EMEF e a CP Carga deverão escapar à dissolução e ser privatizadas, anunciou hoje o secretário de Estado dos Transportes.

“O caso da CP Carga é mais preocupante do que o caso da EMEF, mas estamos a trabalhar e aquilo que esperamos é que haja uma resposta positiva, ou pelo menos o acordo de Bruxelas, para que possamos iniciar o processo de privatização”, disse Sérgio Monteiro, em Lisboa, à margem de uma sessão de apresentação dos investimentos na Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T).

O governante destacou que a privatização é mesmo o cenário mais provável para a EMEF – Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário. “Julgo que o risco de liquidação está de facto afastado”, disse.

Em relação à CP Carga, as discussões com a Bruxelas continuam, mas o secretário de Estafo diz optimista: “Estamos muito confiantes de que a privatização é o cenário que vamos ter também”.

A privatização da CP Carga está prevista desde o início da aplicação do memorando assinado com a troika mas tem sido sucessivamente adiada. No final de Janeiro, Sérgio Monteiro afirmou que o Governo estava a negociar com Bruxelas o futuro da empresa, sendo que liquidação, em vez da privatização, era ainda uma possibilidade.

A liquidação “ainda é um cenário, como aconteceu no caso dos Estaleiros de Viana do Castelo”, declarou então o responsável dos Transportes, à margem de um encontro sobre privatizações.

Na altura, o secretário de Estado realçou, quanto à EMEF, que esta empresa pública, ao contrário da CP Carga, tem “resultados muito mais positivos e é um operador que opera livremente em mercado”.

* Com Lusa

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