Na proposta de Orçamento de Estado para 2015, o Governo mantém a intenção de privatizar a CP Carga. E acrescenta-lhe a EMEF, outra empresa do Grupo CP. Ao invés, não há qualquer menção à Silopor.

Desta feita, o Executivo não avança com uma previsão de encaixe financeiro com o programa de privatizações.

A CP Carga mantém-se como empresa a privatizar. Concretizada a passagem dos terminais para a gestão da Refer, faltará reavaliar a companhia à luz dos benefícios que poderão advir para o negócio dos investimentos previstos para a rede ferroviária.

A operadora de transporte ferroviário de mercadorias tem vindo a aumentar a actividade e a reduzir os encargos mas continua a acumular pesados prejuízos operacionais.

Novidade é mesmo a inclusão da EMEF nas privatizações a realizar em 2015. A empresa de construção/manutenção de material ferroviário tem uma parceria com a Siemens para as locomotivas elétricas da CP Carga, e uma outra com uma companhia britânica na área da electrónica. Mas sofre de excesso de capacidade instalada para um mercado estagnado. O projecto de internacionalização para Moçambique tarda em concretizar-se.

Novidade no Orçamento de Estado (apesar de já anunciada) é também a privatização da Carristur, a subsidiária da Carris que é sobretudo conhecida pelos autocarros turísticos que circulam em várias cidades. O processo é para ser iniciado no próximo ano.

A TAP também é, claro, para privatizar. O encaixe só deverá acontecer em 2015, mas o Executivo assume a intenção de relançar o processo ainda este ano, assim as condições do mercado o permitam.

Na lista de empresas a privatizar/concessionar não figura a Silopor. A venda estava para acontecer este ano, e com ela o Estado contava encaixar 40 milhões de euros, mas o processo foi anulado há dias, com o afastamento definitivo da ETE, que ganhou o concurso mas entretanto interpôs uma providência cautelar, que foi recusada.

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