A EMEL – Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa prevê duplicar este ano os resultados obtidos em 2011 e investir na construção de parques de estacionamento e num projecto de bicicletas eléctricas, revelou o seu presidente.

A EMEL fechou o ano de 2011 com um resultado (operacional) antes de impostos e gastos de financiamento de 1,4 milhões de euros (944 mil euros em 2010) e com um resultado líquido de 929 mil euros (536 mil euros em 2010).

“Tenho a expectativa e a esperança de que consigamos duplicar os resultados. É uma muito boa performance e uma coisa de que a empresa precisa mesmo”, disse António Júlio de Almeida.

Em entrevista à “Lusa”, aquele responsável sublinhou que a empresa tem “tido uma evolução muito interessante nos últimos anos, um bocadinho ao arrepio do que se passa no país”. “Estamos a crescer a actividade em dois dígitos, numa fase de grande investimento, de criação de emprego, de profunda renovação tecnológica, de grandes mudanças a todos os níveis”, afirmou.

Uma vez que a “banca está escassa de liquidez” e por isso é importante ter “dinheiro para investir”, António Júlio de Almeida adiantou que, em 2013, quer ter em fase de construção parques de estacionamento no Bairro Alto, no Campo das Cebolas (silos) e junto ao Mercado de Arroios (subterrâneo com túnel de acesso ao mercado).

“Os parques de estacionamento são obras muito caras e de recuperação económica muito lenta. E estamos a fazer um esforço muito grande de dotar a cidade de parques de estacionamento em zonas em que a cidade realmente precisa”.

Para o próximo ano, a EMEL está também a projectar uma rede de aluguer de bicicletas eléctricas.

“Será um projeto completamente desenvolvido pela indústria nacional: as bicicletas são desenhadas em Portugal, fabricadas em Portugal, todo o sistema de pagamento, registo e acessibilidade concebido em Portugal”, frisou António Júlio de Almeida.

“A ideia é que seja fundamentalmente dirigido aos turistas que procuram a cidade”, adiantou, afirmando que as grandes empresas também serão um dos grupos-alvo deste projecto. “Quando os seus funcionários tenham de se deslocar à cidade, em vez de se meterem num táxi, metem-se na bicicleta”, vaticinou.

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