As companhias aéreas europeias deverão ter de pagar cerca de 4,8 mil milhões de euros por conta das suas emissões de CO2, em 2020, prevê um especialista espanhol.

Bruxelas decidiu integrar o transporte aéreo no mecanismo de comércio de emissões a partir de 2013. A partir daí, cada companhia receberá, grátis, direitos de emissões de CO2 correspondentes a cerca de 80% das suas emissões, ficando obrigadas a pagar pelo resto.

As projecções apontam para que, cerca de 2020, as companhias tenham de pagar pela emissão de uns 160 milhões de toneladas de CO2 anuais, o que equivalerá a um custo de 4,8 mil milhões de euros.

A situação é tanto mais preocupante quanto a aviação não dispõe ainda de uma fonte alternativa de energia para alimentar os aparelhos. As experiências com biodiesel e outros combustíveis não passam, pelo menos para já, disso mesmo: experiências.

A utilização de aviões mais modernos tenderá a reduzir o consumo de combustível e, logo, as emissões poluentes. Mas esse efeito será contrariado pelo aumento do tráfego aéreo.

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