As emissões de carbono do transporte marítimo mundial podem disparar 250% até 2050, caso não haja controlo por parte dos operadores, alerta o Fórum Global de Carregadores (GSF).

Navios poluentes

O secretário-geral do GSF, Chris Welsh, que participou a semana passada numa reunião do Clean Cargo Working Group (CCWG), realizada em Roterdão, destacou a necessidade de serem tidos em conta os pontos de vista dos carregadores numa altura em que a Organização Marítima Internacional (IMO em inglês) começa a dar passos para reduzir as emissões no transporte marítimo e a União Europeia começa a analisar os detalhes técnicos da regulação MRV.

“Os carregadores estão sob pressão para declararem as emissões ao longo da cadeia de fornecimento. Carregadores e transportadores têm, contudo, feito progressos assinaláveis nesta área através de estratégias voluntárias como a desenvolvida pelo CCWG.

“O GSF acredita que metodologias desenvolvidas por grupos de trabalho como o CCWG para medir, declarar e verificar as emissões de carbono devem ser usadas pela União Europeia e a IMO como ponto de partida para as suas iniciativas regulamentares”, referiu Chris Welsh, citado num comunicado de imprensa.

O GSF sublinha que tem estado empenhado na redução das emissões e que participou nos últimos três encontros do Comité para a Protecção do Meio Marinho da IMO.

“A IMO tem feito progressos na procura de soluções para reduzir as emissões do transporte marítimo de mercadorias, e no último ano o GSF deu passos no sentido de aumentar a sua influência na IMO. Continuamos convencidos que os carregadores podem ajudar a influenciar o debate e assegurar que há um combate economicamente eficiente aos gases de efeito estufa”, acrescentou o secretário-geral do GSF.

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