Para combater os efeitos da crise económica, as empresas do sector da Economia do Mar apostam em parcerias e na internacionalização, concluiu o LEME – Barómetro PricewaterhouseCoopers (PwC) da Economia do Mar.

O índice do sector criado pela PwC (e iniciado com os dados relativos a 31 de Dezembro de 2008 – base 100), confirma, se necessário, uma regressão geral da actividade, de 2008 para 2009, e aponta para uma tendência de recuperação ao longo de 2010.

Em 2009, os subsectores mais afectados foram a construção e reparação naval (caiu para o nível 69) e os transportes marítimos, portos, logística e expedição (no nível 93).

As empresas inquiridas pela PwC revelaram ter já delineado “várias estratégias” de combate à crise económica, que passam quer pela criação de novos produtos (70%), quer pela diversificação (75%), por novas parcerias (90%) e pela internacionalização da actividade (70%).

O inquérito a 20 gestores de topo de todos os subsectores da Economia do Mar em Portugal é outra das peças do barómetro da PwC.

Segundo os resultados do inquérito, os gestores demonstram “alguma preocupação” relacionada com a liquidez (35% referem ser “má” e 40% “razoável”) e com a rentabilidade do sector (considerada por 40% dos inquiridos como “má”).

Ainda assim, “e apesar do actual contexto da economia portuguesa”, o barómetro da PwC conclui que 30% dos gestores estão optimistas quanto à evolução futura do seu subsector, e que 63% confiam no futuro da sua empresa durante o próximo ano.

Do trabalho resulta ainda que cerca de 60% dos inquiridos considera que a capacidade empregadora da Economia do Mar é “boa” ou “muito boa” e, em relação à capacidade de inovação do sector, 45% refere ser “boa” ou “muito boa”.

Ao invés, os empresários e gestores consideram que para que Portugal “possa ser um país de referência” em termos de Economia do Mar, “é necessário melhorar o contexto em que as empresas operam”.

Isto porque cerca de 80% consideram que as infra-estruturas em que operam são “razoáveis” ou “más”, 95% dizem que o nível de fiscalização é “razoável” ou “mau”, 50% referem que a tributação do sector é “má”, e 85% entendem que o apoio dado pelas entidades públicas é “mau” ou “razoável”.

Finalmente, 85% dos gestores do sector consideram que Portugal rentabiliza mal este seu recurso, conclui o LEME – Barómetro PricewaterhouseCoopers (PwC) da Economia do Mar.

 

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