O grupo estatal Coal India está em conversações com dois grupos industriais indianos, a Essar e a Naveen Jindal, para o desenvolvimento conjunto de infra-estruturas de transporte que sirvam as suas operações de mineração em Moçambique.

“Os nossos activos em Moçambique exigem a construção de 500 a 600 quilómetros de caminho de ferro (de Tete para a Beira), para que o carvão extraído possa ser transportado até aos portos para exportação”, disse um director da Coal Índia, citado pela agência indiana DNA.

Havendo mais empresas indianas a operar na mesma área, “os custos com a construção da linha férrea podem ser assumidos por mais do que uma entidade”, acrescentou.

A província de Tete, onde foram encontradas até à data reservas carboníferas de nível mundial, dista 600 quilómetros da costa, dispondo de uma única linha de caminho-de-ferro, a do Sena, que disporá de uma capacidade máxima de 6,5 milhões de toneladas/ano quando as obras de reconstrução ficarem concluídas, em Novembro próximo.

O grupo Coal India obteve em 2009 licenças para dois blocos na província de Tete, numa área de 22 400 hectares, tendo agora cinco anos para explorar e desenvolver os referidos blocos carboníferos.

As empresas Essar e Jindal Steel dispõem igualmente de blocos carboníferos próximos dos da Coal Índia, tendo a Jindal África (a subsidiária moçambicana da Jindal Steel) sido a primeira empresa a obter uma concessão carbonífera em Moçambique.

O grupo Essar está em entretanto a negociar com o governo de Maputo um investimento estimado em 600 milhões de dólares para a construção de um terminal/porto de mar para escoar minério de ferro.

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