As encomendas de novos navios caíram 57% no primeiro semestre, para o nível mais baixo observado neste século, avança a Clarkson Research Services.

A China detém a maior quota de encomendas de novos navios

De acordo com a consultora, apenas 269 navios – equivalentes a uma arqueação bruta compensada (CGT) de 5,75 milhões – foram encomendados até Junho, colocando muitos estaleiros em risco de ficarem sem serviço no próximo ano.

No final do primeiro semestre de 2020, a carteira de encomendas total dos estaleiros mundiais era de 70,77 milhões de CGT, menos 2% em relação à do fim de Maio. Os estaleiros chineses detinham o maior volume de encomendas, com 26,13 milhões CGT (quota de 37%), seguidos da Coreia do Sul, com 19,76 milhões de CGT (28% do total) e do Japão, com 9,54 milhões de CGT (uma fatia de 14% do mercado mundial).

Um relatório da Danish Ship Finance, publicado em Maio, previu que haverá mais de 200 encerramentos de estaleiros nos próximos meses e anos. Metade dos estaleiros activos não regista nenhuma encomenda desde 2018 e as carteiras em construção estão, em muitos casos, em fase de entrega.

Martin Stopford, presidente da Clarkson Research, publicou um artigo técnico no início deste ano com as suas previsões para o mercado do transporte marítimo até 2050. O pior cenário prevê uma grave recessão nos estaleiros no início da década de 2020, devido à profunda desaceleração causada pelo novo coronavírus na economia mundial. Essa previsão negativa vê o comércio marítimo cair 17% até 2024.

Nesse mesmo pior cenário, Stopford prevê que os estaleiros navais não recuperem antes de 2025, quando deverão atgingir encomendas de 160 milhões de toneladas DWT, aproximadamente o mesmo que em 2011.

 

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