As encomendas de porta-contentores estão em mínimos e o desmantelamento de navios está em alta, assinalam a Alphaliner e a BIMCO.

A carteira de encomendas de navios porta-contentores totaliza actualmente apenas 2,2 milhões de TEU. É o nível mais baixo de há mais de 20 anos e o culminar, para já, de um decréscimo que se iniciou há quatro anos: em 2016, as encomendas totalizavam 3,55 milhões de TEU, aponta a Alphaliner.

Visto por outro prisma, a capacidade agregada dos porta-contentores encomendados – os tais 2,2 milhões de TEU – representa apenas 9,4% da capacidade da frota actualmente em operação. 9,4%,  diz a consultora parisiense, é o rácio mais baixo do século XXI.

A Evergreen (522 mil TEU) e a CMA CGM (449 mil) garantem, juntas, quase metade da capacidade encomendada. Seguem-se-lhes a HMM, com 215 mil TEU contratados junto dos estaleiros, a Yang Ming (181 mil), a MSC (172 mil) e a COSCO (115 mil).

Desmantelamentos em alta

As contrário das encomendas, o envio de navios porta-contentores para desmantelamento está a aumentar, segundo os últimos dados coligidos pela BIMCO.

Desde o início do ano foram abatidos navios com uma capacidade agregada de 152 800 TEU, o que representa um aumento de 26,3% face aos primeiros sete meses de 2018.

Só em Julho terão sido vendidos para a sucata navios equivalentes a 52 800 TEU, o que representa o valor mais alto dos últimos 41 meses.

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