As encomendas de navios porta-contentores, medidas em percentagem da frota existente, caíram para o nível mais baixo desde 1999, de acordo com a Alphaliner.
Encomendas porta-contentores

O rácio de encomendas face à frota está, segundo a consultora, nos 17,1%, bastante abaixo do pico de 64% registado em finais de 2007.

De Janeiro a Julho de 2016, apenas 202 000 TEU de nova capacidade foram encomendados, o que, indicam os dados da Alphaliner, contrasta com os 2,3 milhões de TEU registados na totalidade do ano passado.

Esta quebra é, em boa parte, explicada pelas exigências Tier 3 da IMO em matéria de emissões de NoX. Estas aplicam-se a navios construídos a partir de 1 de Janeiro de 2016, o que fez com que muitos armadores antecipassem encomendas para o ano passado.

De destacar, porém, que o rácio de encomendas face à frota regista uma tendência de queda desde 2008, apesar de melhorias pontuais provocadas, por exemplo, pela aposta da Maersk Line nos Triple E. A Alphaliner prevê, de resto, que a tendência de abrandamento das encomendas se acentue ainda mais no curto prazo.

 

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