Depois da revolta dos transportadores e do recuo do governo de Madrid, surge um estudo do Colégio de Engenheiros, Caminhos, Canais e Portos a defender as vantagens da Eurovinheta.

De acordo com o estudo, a que a “Europa Press” teve acesso, a imposição da Eurovinheta, com uma taxa de dez cêntimos por quilómetro percorrido, representaria uma receita anual de cerca de três milhões de euros para os cofres de Espanha.

Essa receita, dizem os autores, poderia ser utilizada na manutenção da rede viária. Além disso, a taxação da utilização da infra-estrutura rodoviária teria vantagens ao nível da gestão do tráfego (reduzindo os congestionamentos), do consumo de combustíveis e emissões poluentes, e ainda da sinistralidade, acrescentam os engenheiros espanhóis.

O estudo “Uma política de investimento em infra-estrutura em tempos de escassez” sustenta ainda que a Eurovinheta teria um impacto “mínimo” na economia do país.

Uma conclusão que contrasta com a de um outro estudo, esse realizado para a IRU, que adverte para as perdas que as economias dos países periféricos teriam de suportar com a generalização da Eurovinheta. O “mau negócio” é explicado, nesse outro estudo, pela diferença entre o que os estados arrecadariam com a cobrança das taxas e o que os transportadores nacionais teriam de pagar quando circulassem nas estradas dos outros países.

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