Quatro meses depois da visita de Hugo Chávez a Viana do Castelo, chegaram a bom termo as negociações entre os ENVC e o governo da Venezuela para a venda do “ferry” Atlântida, encomendado e depois recusado pelo Governo Regional dos Açores.

O acordo terá sido alcançado esta semana e o contrato poderá ser assinado ainda esta semana, avançou ao “JN” José Luís Serra, administrador do estaleiro português.

O montante do contrato não foi avançado. Se vendido aos Açores, o Atlântida deveria ter representado um negócio de 46,6 milhões de euros. Agora, o número de que se fala é 40 milhões de euros. Sendo que o navio terá ainda de sofrer trabalhos de adaptação. Ainda assim, será uma boa saída para os ENVC, considerando que o navio está pronto e a sua manutenção custa aos estaleiros cerca de 500 mil euros/ano.

Além do mais, subsiste a possibilidade de a Venezuela comprar também o Anticiclone, o outro navio rejeitado pelos Açores. O governo de Hugo Chávez estará apostado em criar uma companhia pública para explorar as ligações marítimas entre o porto de La Guaira e a Ilha Marguerita.

O Atlântida é considerado um “ferry” de luxo (será agora convertido num navio de cruzeiro), com capacidade para transportar 750 pessoas e 150 viaturas. Único senão: apenas desenvolve 16,5 nós quando deveria chegar às 18. E isso bastou para o governo dos Açores denunciar o contrato.

Os ENVC estão entretanto a construir para a Venezuela dois navios asfalteiros de 27 mil toneladas, no valor de 130 milhões de dólares.

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