Os novos limites de teor de enxofre do combustível dos navios a partir de 2020 colocarão as companhias de navegação em sério risco de falência, alerta o presidente e CEO da MOL.

“Vamos todos à falência”, afirmou Junichiro Ikeda, em declarações ao “Financial Times”, considerando ser difícil cobrar o suficiente para compensar os gastos extra que a redução do teor de enxofre, de 3,5% para 0,5%, implicam.

As companhias de transportes marítimo de contentores contabilizam em 50 mil milhões de dólares (42,2 mil milhões de euros) o custo adicional por ano com combustíveis a partir de Janeiro de 2020. Cada tonelada de combustível com baixo teor de combustível custa mais 300 dólares (254 euros) do que o usado no presente.

De facto, as operadoras não costumam ser bem-sucedidas nas tentativas de passar aos carregadores custos adicionais com combustível. Isso é, de resto, ilustrado pelo prejuízo acumulado superior a mil milhões de dólares (848 milhões de euros) registado pelo sector no primeiro trimestre, devido ao aumento dos preços do petróleo.

Já aquando da criação das SECA (zonas de controlo de emissões de enxofre) nos mares do Norte e Báltico e nas costas da América do Norte os armadores tentaram impor sobretaxas para compensar os sobrecustos, mas elas desapareceram rapidamente.

A alternativa ao uso do novo combustível será a instalação de filtros de partículas (scrubbers), com um custo unitário a rondar os dez milhões de dólares, que poderão ser recuperados em cerca de nove meses, só pela diferença do preço do combustível tradicional.

 

 

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