Nos primeiros nove meses de 2015, as empresas públicas de transportes melhoraram os resultados líquidos agregados em 152 milhões de euros e reduziram o endividamento em 1,3 mil milhões, de acordo com o relatório trimestral da Unidade Técnica de Acompanhamento e Monitorização do Sector Público do Estado (UTAM).

CP Alfa na Estação de Guimarães

Apesar da melhoria relativa, as contas do Sector Empresarial do Estado na área dos transportes estavam muito longe do azul, no final de Setembro de 2015. Em termos agregados, os resultados líquidos eram negativos em 439 milhões de euros (ainda assim, melhores que os -591 milhões de Setembro de 2014) e o endividamento atingia os 21,7 mil milhões de euros (22,5 mil milhões no período homólogo anterior).

No seu relatório, a UTAM destaca a Estradas de Portugal, a CP, a Metro do Porto e a STCP como as empresas que mais melhoraram os seus resultados líquidos. A gestora da infra-estrutura rodoviária passou de 6,8 milhões para 68 milhões de euros de lucros; a operadora ferroviária cortou 33% nas perdas (ficou nos -107 milhões de euros), enquanto a Metro do Porto reduziu as perdas em 15% (para -215 milhões de euros) e a STCP fez o mesmo em 68% (para -14,5 milhões de euros).

A Metropolitano de Lisboa perdeu 53 milhões de euros (mais 46%), a Refer 69 milhões (mais 6%) e a TAP 35 milhõpes(mais 26%T).

No mesmo período, a APS lucrou 13,2 milhões de euros (mais 30%), a APDL 8,6 milhões (mas 3%), a APSS três milhões (menos 10%) e a APA 1,9 milhões de euros (menois 7%). O relatório não considera a APL.

Endividamento baixou para 21,7 mil milhões

No que concerne ao endividamento, Refer e CP são as empresas públicas destacadas pela UTAM como as que  mais amortizaram dívida. No entanto, tal só foi possível com o forte contributo do Estado, por um lado, e em ambos os casos as dívidas acumuladas continuavam a medir-se em milhares de milhões de euros: 5,8 no caso da Refer (menos 10%), 3,5 no da CP (menos 15%).

No ranking das empresas públicas de transportes mais endividadas destacavam-se ainda a Metropolitano de Lisboa (3,8 mil milhões de euros), a Metro do Porto (3,3 mil milhões) e a Estradas de Portugal (2,6 mil milhões). A TAP acumulava 932 milhões de endividamento no final de Setembro de 2015, a Carris somava 736 milhões e a SCTP 420 milhões.

Também aqui, as administrações portuárias representavam um verdadeiro oásis, com níveis de endividamento zero em Sines e Setúbal, ou passivos de 17,7 milhões em Aveiro e de 20 milhões em Leixões.

No acumulado dos primeiros nove meses do ano de 2015, o volume de negócios agregado das empresas públicas de transportes cresceu 6%, tendo atingido os 3,38 mil milhões de euros. O EBITDA saltou 31% até 545,1 milhões de euros.

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