As empresas públicas de transportes terão de cortar ainda largas centenas de trabalhadores nos seus quadros de pessoal para cumprirem com a meta fixada no Orçamento de Estado para 2013.

O Governo estipula que até ao final do próximo ano as operadoras públicas de transportes e da Refer terá de reduzir em 20% o número de trabalhadores, face ao verificado no arranque de 2011. Na altura eram 16 399.

Feitas as contas, o corte anunciado é de 3 280 trabalhadores. Mas desses, 2 206 já foram dispensados até Junho deste ano. O equivalente a 13,5% dos efectivos. Só a CP dispensou 745, e a Refer 666.

Considerando o valor de Junho, haverá ainda que reduzir mais 1 100 pessoas nos quadros de funcionários até ao final do próximo ano. O cumprimento desse objectivo fica, todavia, condicionado “à disponibilidade financeira das empresas para proceder ao pagamento das indemnizações de rescisão dos contratos de trabalho”, lê-se no relatório do OE.

No tocante às indemnizações compensatórias, a proposta de Orçamento de Estado prever um montante global de 217,6 milhões de euros para as empresas de transportes.

A Refer receberá 53,8 milhões de euros (um aumento de 10,4%, justificado pela assunção das estações suburbanas da CP); o Metro de Lisboa mantém os 49,7 milhões de euros de 2012; a CP encaixará 39,3 milhões (menos 2,5%); a Carris 24,5 milhões (menos 5,7%); a STCP 15 milhões (mais 22%); e a Metro do Porto 13,7 milhões (menos 0,7%).

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