Em 2013, as empresas públicas não financeiras do sector dos transportes melhoraram os seus resultados líquidos em 622 milhões de euros. Todavia, ainda perderam 331 milhões e agravaram o seu endividamento.

Os dados constam do relatório de 2013 do Sector Empresarial do Estado (SEE) agora divulgado pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças. E mostram que a melhoria da performance operacional das empresas e o esforço financeiro do Estado – nomeadamente com reforços de capital – não chegou ainda para inverter a tendência de degradação do sector.

Em causa estão os resultados da CP, Carris, Metro de Lisboa, STCP, Metro do Porto, Transtejo e Metro do Mondego.

Juntas, estas sete empresas melhoraram, no ano passado, os resultados operacionais em 44,3 milhões de euros, os resultados financeiros em 577,5 milhões de euros e os resultados líquidos em 622 milhões de euros.

Na melhoria dos resultados líquidos destacou-se, de muito longe, a Metro do Porto, com uma redução das perdas de 444 milhões de euros, para os 48 milhões negativos. O Metro de Lisboa melhorou 62 milhões para -15 milhões de euros. A STCP atingiu também os 15 milhões de euros negativos (uma melhoria de 59 milhões) e a Carris cortou 57 milhões nas perdas ficando-se pelos –7 milhões.

Ao longo do ano, o volume de negócios caiu 10,4% e os gastos com pessoal subiram 7,7%, muito por conta da reposição forçada de subsídios.

No final de 2013, as sete operadoras acumulavam um passivo de 15,4 mil milhões de euros (menos 2%) e capitais próprios negativos de 6,9 mil milhões de euros (uma melhoria 1,9%).

Falando de endividamento, a Metro de Lisboa acumulava 4,3 mil milhões de euros (mais 2,4%), a CP 3,8 mil milhões (mais 4,7%), a Metro do Porto 3,2 mil milhões (mais 16,8%), a Carris 776 milhões (mais 5,7%) e a SCTP 396 milhões (mais 6,8%).

Entre as gestoras de infra-estruturas, também referenciadas no relatório da DGTF, a Refer era campeã do endividamento, com 7,2 mil milhões de euros (mais 3,2%), seguida pela Estradas de Portugal, com 3,2 mil milhões (mais 8,1%).

As administrações portuárias destacaram-se na redução do seu endividamento, tendo corado 3,5% para 141 milhões de euros.

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