A Eurovinheta não avançará em Espanha na actual legislatura, o que adia, no mínimo, para 2013 a cobrança das taxas de circulação rodoviária aos pesados de mercadorias.

O anúncio foi feito pelo ministro do Fomento espanhol, José Blanco, e entendido como um recuo do Executivo face à contestação dos transportadores rodoviários do país vizinho.

Blanco disse, de facto, que a Eurovinheta não avançará na actual legislatura, que terminará em meados de 2012, e afirmou também não ser intenção do governo, na actual situação da economia, acrescentar dificuldades aos transportadores rodoviários de mercadorias.

Mas o ministro referiu igualmente que a implantação das portagens sempre demoraria dois ou três anos a concretizar-se. O que poderá indiciar que o Executivo de José Luis Zapatero não desistiu da ideia, mas apenas não a aplicará, por não querer ou não poder, de imediato. Irá trabalhar nesse sentido, de modo a deixar tudo, ou quase, pronto para a próxima legislatura.

O ministro Blanco referiu ainda que Espanha estará atenta ao que será decidido neste domínio durante a presidência belga da União Europeia.

O transporte rodoviário de mercadorias espanhol mais de 5,6 mil milhões de euros anuais de ISP, pelo que os transportadores rejeitam um agravamento da carga fiscal.

Já as grandes empresas do sector de construção defendem a criação da Eurovinheta.

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