Governo, operadores e estivadores espanhóis têm mais uma semana para chegarem a acordo sobre a reforma da legislação do trabalho portuário.

Porto de Vigo

O Ministério do Fomento de Madrid aceitou adiar para sexta-feira da próxima semana a aprovação, em Conselho de Ministros, da nova lei, para dar mais tempo às negociações. Em contrapartida, os sindicatos desconvocaram as paralisações parciais convocadas para os próximos dias 20, 22 e 24.

Agora, os sindicatos e a Anesco, que representa os operadores portuários, têm de buscar uma solução de compromisso. Sendo que o governo insiste em que não pode aceitar as pretensões dos estivadores por irem contra as directivas comunitárias.

Entre os pomos da discórdia está a reivindicação dos sindicatos de um normativo que fixe os requisitos mínimos de formação, teórica e prática, para o acesso à profissão. Madrid diz que tal não é possível, mas a estiva dá o exemplo da Bélgica.

A retoma do diálogo acontece num momento em que cerca de meia centena de empresas de estiva já chegaram a acordo com os sindicatos,  e em que se multiplicam as críticas à posição de força e de falta de diálogo do Executivo. Por exemplo, o Porto de Barcelona denunciou o facto de as administrações portuárias não terem sido ouvidas no processo.

Pressionada por Bruxelas, Espanha quer liberalizar o mercado do trabalho portuário pondo fim ao monopólio das SAGEP.

Pelos portos espanhóis passam 57% das exportações e 78% das importações. Cada dia de paralisação poderá custar 50 milhões de euros à economia do país vizinho.

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  1. Amigos estivadores espanhóis por favor não. cedam as pressões de governo., lutem por seus direitos e seus ideais até o fim , aqui no Brasil não é diferente ,mas vamos até o fim. FORÇA ESTIVADORES DO MUNDO. #TAMOJUNTOESTIVA.