O governo espanhol pondera juntar a Renfe e a Adif numa holding pública, mais de uma década depois de as ter separado.

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A difícil situação financeira da Adif será um dos principais motivos para se equacionar um regresso, com nuances, a uma situação que vigorou até Janeiro de 2005.

O adiamento para 2020 da entrada de operadores privados no transporte ferroviário de passageiros reforça o argumento da reunificação das duas companhias. Além disso, no transporte de mercadorias, os operadores privados não vão além de uns 20% de quota de mercado.

Um e outro factos limitam, na prática, as receitas da Adif, que, basicamente, provêm das taxas de uso da rede ferroviária que cobra à Renfe (e aos demais operadores) e da exploração das estações.

A Adif Alta Velocidad, a divisão da Adif responsável pela rede AVE, regista, no presente, avultados prejuízos: atingiram 140 milhões de euros no primeiro semestre do ano. O endividamento ascende a 14 575 milhões de euros, sendo que tem em curso obras no valor de 12 500 milhões.

Em sentido contrário, a Renfe deverá fechar o ano com resultados positivos, após ter obtido em 2015 lucros pela primeira vez na sua história. A companhia consegue estar no “verde” devido à exploração do AVE, que regista recordes de passageiros desde 2013. A Renfe logrou reduzir a dívida, que está abaixo de 5000 milhões de euros.

As duas companhias contam com cerca de 13 000 trabalhadores.

A separação entre a operação dos serviços de transporte e a gestão da rede ferroviária foi determinada pela União Europeia. Todavia, nem todos os estados-membros a seguiram “à risca”, caso da Alemanha, e outros, como a França, já fizeram a reunificação mitigada através da criação de uma holding.

 

 

 

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