Espanha alterou a Lei das Estradas. Entre as mexidas está a possibilidade de, em determinadas condições, os camiões serem obrigados a circularem em auto-estradas portajadas. O sector contesta.

O novo texto da lei prevê que, “por razões de segurança rodoviária ou ambiental, se proíba a circulação de certos veículos pesados ​​em estradas convencionais, obrigando-os a circular nas auto-estradas”.

O Ministério do Fomento espanhol indica, em comunicado, que a medida será desenvolvida por um acordo ou por um decreto real e será acompanhada de “várias bonificações para os transportadores” obrigados a circular pelas estradas com portagem.

Porém, o facto do governo do país vizinho ter aberto a porta para que os camiões sejam obrigados a usarem as auto-estradas caiu como um balde de água fria no sector. A Confederação Espanhola de Transporte de Mercadorias (CETM) expressou “a sua mais absoluta repulsa e total rejeição à possível implementação destes desvios obrigatórios, que, além de atentarem contra o direito fundamental da livre circulação, criam problemas graves e onerosos para as empresas de transportes”.

A CETM anunciou que solicitará ao governo de Madrid “a não aplicação desta medida restritiva” e que apenas a aceitará “se o desvio subsidiado for voluntário, podendo ser obrigatório unicamente quando o uso das auto-estradas for gratuito”.

Também a associação ASTIC mostrou “indignação e rejeição” pela aprovação do decreto-lei que prevê o desvio obrigatório de camiões para estradas com portagem. A entidade considerou a medida “desproporcional” e “estigmatizante”.

 

 

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