A partir de Janeiro, os transportadores rodoviários espanhóis deixarão de beneficiar de um “desconto” de 2,8 cêntimos/litro no imposto que incide sobre os combustíveis, confirmou o governo de José Luis Zapatero.

A má notícia para os transportadores foi confirmada na semana passada, numa reunião que juntou dirigentes do Comité Nacional de Transporte por Estrada (CNTC), o director-geral dos Impostos e o director-geral de Transporte Terrestre. A partir de Janeiro, os transportadores rodoviários de passageiros e de mercadorias pagarão mais 2,8 cêntimos de imposto por litro de combustível.

Na prática, a fiscalidade que incide sobre o consumo de combustível dos transportadores rodoviários ficará equiparada à dos consumidores particulares. Actualmente os transportadores beneficiam do gasóleo profissional, que lhes garante a “devolução” de 2,8 cêntimos de ISP/litro de combustível.

A medida desagrada, claro, aos transportadores rodoviários, tanto mais que o governo espanhol se propõe manter as isenções de que beneficiam os modos ferroviário, marítimo e aéreo, acusam.

Apesar de, dentro de portas, o governo de Madrid se preparar para “acabar” com o gasóleo profissional, no seio da União Europeia as autoridades espanholas comprometem-se a fazer coro com os transportadores na defesa da manutenção da figura do gasóleo profissional.

A Comissão Europeia quer rever a directiva da fiscalidade dos combustíveis para harmonizar a carga fiscal nos 27. Uma das ideias é banir o gasóleo profissional. Para além de Espanha, também a França, a Alemanha, a Itália e a Bélgica estarão contra tal propósito.

 

 

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