Espanha arranca amanhã com o programa-piloto de desvio voluntário de camiões de algumas estradas nacionais para as auto-estradas. O governo estima em 7,4 milhões de euros as poupanças dos transportadores.

A medida era para ter entrado em vigor no dia 1, mas a aprovação em Conselho de Ministros só teve lugar na sexta-feira (dia 3), o que adiou o processo.

O plano, que recebeu o apoio dos transportadores espanhóis após o governo de Madrid ter recuado na decisão do desvio ser obrigatório, passando-o a voluntário, aplica-se a seis troços de auto-estradas, num total de 318 quilómetros.

Os troços em causa, quase todos explorados pelas concessionárias Abertis e Itínere, são o Villalba-Villacastín (AP-6), Dos Hermanas-Jerez Norte (AP-4), Lleida-Montblanc (AP-2), Rubena-Armiñón (AP-1), Puxeiros-Poriño Fronteira Portuguesa (AP-9) e León-Campomanes (AP-66).

O programa poderá abranger 1,3 milhões de camiões (desde que equipados com o dispositivo electrónico de pagamento de portagens). Os transportadores beneficiarão de um desconto de cerca de 50% no custo das portagens.

De acordo com os cálculos do Ministério do Fomento, as poupanças para os operadores poderão rondar os 53 mil euros diários, o que representará mais de 7,4 milhões de euros ao longo dos cinco meses da experiência.

Acrescem as poupanças no tempo de trânsito, que podem chegar aos 22 minutos por trajecto nos troços mais longos e complicados.

Mas o fim último da medida, de acordo com os seus promotores, é reduzir o congestionamento das vias e a sinistralidade.

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