O “desvio” dos camiões, das estradas nacionais para as auto-estradas, em Espanha, não deverá continuar após concluída a fase-piloto, no próximo dia 30 .
Espanha - auto-estradas

A decisão ainda não é oficial mas a Confederação Espanhola de Transporte de Mercadorias (CETM) indicou ao “Expansión” ter recebido a comunicação do Ministério do Fomento.

A CETM, que lamenta que as autoridades ainda não tenham reunido com os transportadores para analisar a experiência e ouvir possíveis reparos para eventuais repetições da experiência, defende que os resultados “não foram tão bons como poderiam ser”. Os empresários consideram que o projecto-piloto foi “insuficiente”.

A confederação, que conseguiu que a medida fosse facultativa e não obrigatória, como inicialmente pretendia o governo espanhol, defendia que a experiência abrangesse um total de 18 troços de auto-estrada com portagens “subsidiadas”, mais quatro do que os propostos pelo Fomento. Porém, no final, o projecto aplicou-se apenas a seis troços, com um total de pouco mais do que 300 quilómetros.

Os transportadores lamentam ainda o período escolhido (Junho a Novembro), pois a fase mais invernal que agora começa é que torna, de acordo com a CETM, mais premente a circulação dos camiões em auto-estradas, devido a haver menos horas de luz e condições atmosféricas mais adversas.

Dos seis troços em que se aplicou o desvio dos camiões, quatro tiveram um desconto de 43,5% e dois de 50% no preço das portagens. Os que tiveram os descontos menores foram Villalba-Villacastín (Iberpistas), Lérida-Montblanc (Acesa), Rubena-Armiñón (Europistas) y Puxeiros-Porriño-Fronteira portuguesa (Autopistas del Atlántico). Os troços com 50% de desconto foram o Dos Hermanas-Jerez Norte (Aumar) e o León-Campomanes (Astur-Leonesa).

O governo espanhol estimava, no arranque, que a iniciativa-piloto poderia abranger 1,3 milhões de transportadores e poupar-lhes 7,4 milhões de euros.

 

 

 

 

 

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