O novo governo de Espanha vai eliminar as portagens nas auto-estradas cujas concessões estão a expirar. Vai, além disso, lançar uma auditoria ao plano para levar a concurso as nove concessionárias falidas e resgatadas pelo Estado que herdou do governo anterior.

“Decidimos que se libertem de portagens”, anunciou o novo ministro do Fomento, José Luis Ábalos, numa entrevista ao “El País”. O governante espanhol indicou que a decisão afecta directamente um total de 468 quilómetros das auto-estradas AP-1 (Burgos-Armiñón), AP7 (Alicante-Tarragona) e AP-4 (Sevilha-Cádis), cujas concessões terminam este ano e no próximo.

De acordo com o jornal, a medida de Madrid abre um precedente para os 479 quilómetros de auto-estradas espanholas que têm o contrato de concessão a acabar em 2021: a AP-2 entre Saragoça e o Mediterrâneo e os troços da AP-7 Tarragona-La Jonquera e Montmeló-El Papiol.

No que se refere ao destino das auto-estradas falidas, Ábalos salientou que as  informações que lhe foram transmitidas e que obteve junto dos serviços não são coincidentes, nem no relativo às possíveis receitas de um novo concurso, nem no concernente aos encargos a assumir pelo Estado. Daí a intenção de avançar com uma auditoria.

O novo ministro do Fomento de Espanha indicou que as informações que obteve junto dos departamentos apontam para receitas de 700 milhões de euros e responsabilidades do Estado de 2 000 a 2 600 milhões, quando o anterior Executivo previa obter 1 000 milhões pelas licitações e pagar 1 800 milhões.

 

 

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